domingo, 10 de maio de 2009

Processing 2


Código fonte:

void setup() {
size(600,400);
background(255);
smooth();
}

void draw() {
if (mousePressed == true) {
fill(0,150,250,100);
stroke(255);
rect(mouseY,mouseY,mouseX,mouseX);
fill(0,250,200,600);
stroke(255);
rect(mouseX,mouseX,mouseY,mouseY);
fill(250,0,150,50);
stroke(255);
rect(mouseX,mouseY,mouseX,mouseY);
fill(0,200,250,50);
stroke(255);
rect(mouseY,mouseX,mouseY,mouseX);
} else {
background(255);
}
}

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Rumo ao Inhotim!

Arte + Meio ambiente = Inhotim

Na sexta-feira, dia 08/05/09, faremos uma visita coletiva ao Museu de Inhotim. Tenho grandes expectativas em relação ao museu e acredito que será uma baita oportunidade de aprender muito sobre arquitetura, paisagismo e arte.

Inhotim é uma instituição privada, criada em 2005 e localizada a 60Km de Belo Horizonte, na cidade de Brumadinho. Dentre as ações sociais da Inhotim, estão iniciativas nas áreas de pesquisa e educação. Possui galerias, distribuídas aleatoriamente ao longo de uma extensa área verde, que abrigam um enorme acervo de arte contemporânea, com obras desde a década de 60 até os dias de hoje, expressas em pinturas, esculturas, vídeos e fotografias de artistas brasileiros e internacionais. O acervo tem por volta de 500 obras de mais de 100 artistas. Existem 10 galerias, sendo que 6 abrigam obras permanentes e 4 recebem exposições instaladas bienalmente. Há várias esculturas colocadas ao longo do complexo de Inhotim.

O entorno do museu possui uma área de 600 hectares de mata nativa preservada, dos biomas Cerrado e Mata Atlântica, com uma das maiores coleções botânicas do mundo, com espécies tropicais raras. Além disso, possui cinco lagos e um Parque Tropical, projetado por Roberto Burle Marx nos anos 80, de 45 hectares e 350 espécies de plantas. Há uma diversidade de ambientes ao longo do parque.

Dentre as galerias do museu, as que mais me chamaram a atenção foram:

Galeria Adriana Varejão, inaugurada em 2008, com uma arquitetura curiosa do paulistano Rodrigo Cerviño, em que a edificação parece estar enclavada no solo. Nela será possível ver as obras Celacanto provoca Maremoto, Linda do Rosário, O Colecionador, Panacea Phantastica e Passarinhos- de Inhotim a Demini, da artista Adriana Varejão.








Celacanto provoca maremoto




Galeria Cildo Meirele
s, que abriga as obras Através e Glove trotter.


Através






Desvio para o vermelho




Galeria Létzart, que abriga a obra Lézart, constituída por ímãs, metais e fios de cobre. Teremos fácil acesso a ela, já que se localiza acima do restaurante do museu.





Galeria da Mata, que apresenta a exposição "Pontos de vista", inaugurada em 2008, que abriga obras de 7 artistas de diversos contextos geográficos e, consequentemente, culturais. Encanta-me a possibilidade de poder ver lado a lado expressões artísticas de pessoas com diferentes nacionalidades, cada uma delas com um traço distinto.



Galeria True Rouge, que exibe a obra do artista Tunga, denominada True Rouge. Linda edificação, linda obra. Quero ver de perto!












Além das obras acima citadas, gostaria de conhecer também as obras de:




Jorge Pardo






Hélio Oiticica






Franz Ackermann




Dominique González







Damián Ortega



Alessandro Pessoli








Albano Afonso






Rumo ao Inhotim!
Que todos possamos aproveitar a visita para ampliar conhecimentos e participar de mais uma atividade conjunta que não será esquecida.

Visite também o site: http://www.inhotim.org.br

















Iniciando o processing...


A primeira tarefa no processing foi a montagem de uma figura geométrica para treinar os comandos do programa. A minha imagem é composta por uma circunferência e um retângulo, com coordenadas de cada figura iguais colocadas propositalmente, e cores montadas aleatoriamente.

domingo, 3 de maio de 2009

Exposição Arte Cibernética

O museu Inimá de Paula, localizado na Rua da Bahia, número 1201, no centro de Belo Horizonte, abriga permanentemente o acervo do pintor mineiro Inimá de Paula, uma importante figura no cenário artístico nacional, principalmente na década de 70. O museu abriga temporariamente o acervo Itaú Cultural denominado Arte Cibernética.

A exposição Arte Cibernética apresenta oito das catorze obras que compõem o acervo de arte e tecnologia Itaú Cultural. Acredito que a fusão entre estes dois elementos resultou em um alto grau de interatividade, o que contribuiu para que a experiência no Inimá fosse bastante diferente da que tive no Museu das Telecomunicações, no Espaço Oi Futuro.



Em alguns momentos, na exposição Arte Cibernética, notei uma certa semelhança com o Oi Futuro, pois a ambientação, com baixa luminosidade, e a disposição das obras de forma que o visitante não necessite seguir uma ordem pré-determinada durante a visita provocaram uma sensação de incômodo e cautela em avançar para ver as obras. Mesmo que exista essa semelhança, o primeiro se resume em grandiosas possibilidades de interação e o segundo não.



Sobre as oito obras disponíveis na Arte Cibernética, divido-as em dois grupos. O primeiro é composto por aquelas que não atenderam às minhas expectativas em relação à interatividade. São elas:






DESCENDO A ESCADA, de Regina Silveira, que propunha que ao descer e subir uma escada virtual o visitante sentiria vertigem. Não tive muito essa sensação e penso que se fosse possível, ao invés de ouvir passos, o barulho fosse feito por nós, daria maior sensação de realidade.





REFLEXÃO #3, de Raquel Kogan, acredito que o grau de interação que propunha o aumento ou a diminuição da velocidade dos números, que ora eram espelhados e ora certos- e o contrário no espelho d'água- foi limitado. Porém, achei interessante a lógica da interatividade não estar tão explícita. Assim, o visitante, depois de observar por um tempo, compreende a proposta.

PIX FLOW#2, que apresentava partículas que se movimentam de acordo com a variação de sua densidade. Acredito que os displays colocados incitam os visitantes a tentar mover as partículas com o toque, o que não ocorre.

MEMÓRIA CRISTALEIRA, de Eder Santos, que confundia o visitante ao sobrepor uma projeção aos objetos na cristaleira. Penso que esse, juntamente com com o Pix Flow, foram os que proporcionaram maior observação, mas não ação do visitante.

O segundo grupo é composto pelas obras mais interativas, instigantes, com as quais fiquei por muito tempo interagindo e tentando descobrir como foram montadas. São elas:

OP_ERA: SONIC DIMENSION, de Daniela Kutschat e Rejane Cantoni, que é um cubo aberto, com cordas instrumentais projetadas que, de acordo com o movimento do visitante próximo às "paredes do cubo", vibram, produzindo várias combinações de som, simulando uma harpa. O mecanismo dessa obra baseia-se em sensores espaçados colocados no chão. É um convite para que o visitante experimente movimentos rápidos e lentos e interaja juntamente com várias pessoas.

LIFE WRITER, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau, que interliga o antigo- a máquina de escrever- ao moderno- o computador. Consiste em digitar uma palavra na máquina e dela fazer surgir um inseto, que comerá as letras das palavras digitadas posteriormente correspondentes à inicial da palavra que lhe deu origem. A medida que o bichinho projetado caminha pela folha e come mais letras, ele cresce e, ao cruzar com outros insetos, ele se multiplica, gerando novos insetos com características diferentes dos demais. Cada inseto tem suas peculiaridades em relação ao tamanho e à velocidade e é produto de um estudo de biologia realizado por uma das criadoras. Também é uma obra que permite interação em grupo, com infinitas possibilidades.


TEXT RAIN, de Camille Utterback e Romy Achituv, que relaciona a projeção da imagem das pessoas com a "chuva" de letras, que respondem aos movimentos corporais. Se acumularmos letras ao longo do corpo, formam-se versos do poema Te, Converso, de Evan Zimroth. O trecho "Eu gosto de falar com você/ Simplesmente: conversar/ Um giro- com ou- em torno/ como sua meia-volta volver/ Para de repente me ver...", faz-nos refletir sobre a comunicação, que surge de acordo com a intencionalidade humana, na junção de cada letra e de cada palavra. A brincadeira proposta pela obra é uma metaforiza o processo de comunicação.


LES PISSENLITS, de Edmond Couchot e Michel Bret, que "digitaliza" a experiência de soprar uma flor dente-de-leão, através de um microfone. A intensidade do sopro determina a quantidade de pétalas e a velocidade com que elas saem. A obra nos faz refletir sobre a capacidade do homem de tornar virtuais experiências reais. Até qual ponto o universo digital pode substituir o que é real? A obra abre essa discussão que, a meu ver, se aplica também nas relações humanas. A comunicação via internet aproxima ou distancia as pessoas?

Visitei o museu com a Cibele, a Mariane e a Marina. Foi ótimo, porque em grupo pudemos interagir de forma ainda mais intensa, ampliando as possibilidades de cada obra.

Adorei a visita e recomendo!

Programação: quinta 16 abril a sábado 13 junho 2009
terça, quarta e sexta 10h às 19h
quinta 12h às 21h
sábado 10h às 18h

Ingresso: R$ 5 (inteira)
R$ 2,50 (meia) - estudantes identificados
Menores de 10 anos e maiores de 60 não pagam.

Visite também site http://www.inima.org.br

quarta-feira, 25 de março de 2009

Performagem


Performance // Hertzberger

A pichação do edifício e do profeta Gustavo remetem à degradação do espaço público. Segundo Hertz, o vandalismo provém da alienação dos indivíduos na sociedade, da não-identificação do usuário com o espaço utilizado por ele (reparem no profeta-iluminado- assustado com a pichação!). A performance do meu grupo mostrou a alienação individual com um sobe-e-desce sem parar...

Já a imagem da direita, que remete à imaginação, à sensibilidade e a traços afetivos com o ambiente (lembrando da deriva e do flâneur!...) representa uma nova percepção do espaço (seria o que nós estamos aprendendo desde as primeiras aulas). A esse aspecto, associamos a fala do Hertz sobre a identificação pessoal com o espaço. Nossa performance mostrou um pouco disso com o papel crepom (a trama!) ornamentando a escada (a urdidura!).

A idéia foi montar uma imagem que resumisse tudo o que vimos nas aulas de Plástica e Expressão Gráfica e o aspecto, para mim, mais relevante do livro lido: a alienação que reina na sociedade e a perda, por inúmeras vezes, da sensibilidade em relação ao espaço e nas relações humanas...

segunda-feira, 23 de março de 2009

domingo, 8 de março de 2009

Três estratégias de caminhar, três modos distintos de perceber o espaço




1 - DERIVA: é o andar sem rumo propriamente dito, que possibilita uma percepção diferenciada do espaço -ao contrário do caminhar cotidiano, vinculado à pressa e à alienação do sistema capitalista-; técnica empregada pelo movimento situacionista, fundado nos anos 50 por Guy Debord, em Paris. Consistia na construção de situações durante o caminhar, a livre associação de lugares e objetos -possível pelo inconsciente humano-. Os situacionistas estudavam o comportamento e as sensações humanas através da elaboração de "mapas afetivos", que levavam em consideração registros essencialmente humanos no meio urbano, método chamado psicogeografia. O situacionismo visava ao fim da "espetacularização urbana" e à participação dos cidadãos como "vivenciadores", transformadores do espaço urbano.

O situacionismo, como teoria urbana crítica, de acordo com a professora Paola Jacques, da UFBA, é um convite a se pensar agora, em conjunto com os "vivenciadores" contemporâneos, o futuro das cidades existentes e a construção de novas cidades, no futuro.

2 - FLANERIE: termo proveniente de flâneur -figura do burguês que vaga descompromissadamente pela cidade, criada pelo francês Charles Baudelaire-. De acordo com o cronista pré-modernista João do Rio, em sua obra A Alma Encantadora das Ruas, o flâneur é um "andarilho lírico, que perambula com inteligência e tem o vírus da observação ligado ao da vadiagem" e é um crítico da modernidade, pois tem um olhar descentrado da valorização do que é convencional, padronizado; a idéia de flanerie foi desenvolvida pelo judeu alemão Walter Benjamin e consiste em uma caminhada sem rumo, com a percepção espacial profundamente atrelada à sensibilidade do pedestre.

3 - LE PARKOUR OU PARKOUR: prática contemporânea que, com o passar dos anos, difundiu-se nas cidades. Consiste em perceber o espaço urbano de forma diferente da convencional, transformando as construções urbanas em obstáculos físicos a serem vencidos; é um caminhar que propicia "novos momentos" ao pedestre, conforme objetivavam os situacionistas, através da execução livre e aleatória de exercícios físicos desafiantes.