Como era Páscoa, tive a inspiração em uma embalagem de ovo diamante negr
Os hits switchs, juntamente de leds e resisto

Galeria da Mata, que apresenta a exposição "Pontos de vista", inaugurada em 2008, que abriga obras de 7 artistas de diversos contextos geográficos e, consequentemente, culturais. Encanta-me a possibilidade de poder ver lado a lado expressões artísticas de pessoas com diferentes nacionalidades, cada uma delas com um traço distinto.



DESCENDO A ESCADA, de Regina Silveira, que propunha que ao descer e subir uma escada virtual o visitante sentiria vertigem. Não tive muito essa sensação e penso que se fosse possível, ao invés de ouvir passos, o barulho fosse feito por nós, daria maior sensação de realidade.
REFLEXÃO #3, de Raquel Kogan, acredito que o grau de interação que propunha o aumento ou a diminuição da velocidade dos números, que ora eram espelhados e ora certos- e o contrário no espelho d'água- foi limitado. Porém, achei interessante a lógica da interatividade não estar tão explícita. Assim, o visitante, depois de observar por um tempo, compreende a proposta.
LIFE WRITER, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau, que interliga o antigo- a máquina de escrever- ao moderno- o computador. Consiste em digitar uma palavra na máquina e dela fazer surgir um inseto, que comerá as letras das palavras digitadas posteriormente correspondentes à inicial da palavra que lhe deu origem. A medida que o bichinho projetado caminha pela folha e come mais letras, ele cresce e, ao cruzar com outros insetos, ele se multiplica, gerando novos insetos com características diferentes dos demais. Cada inseto tem suas peculiaridades em relação ao tamanho e à velocidade e é produto de um estudo de biologia realizado por uma das criadoras. Também é uma obra que permite interação em grupo, com infinitas possibilidades.
TEXT RAIN, de Camille Utterback e Romy Achituv, que relaciona a projeção da imagem das pessoas com a "chuva" de letras, que respondem aos movimentos corporais. Se acumularmos letras ao longo do corpo, formam-se versos do poema Te, Converso, de Evan Zimroth. O trecho "Eu gosto de falar com você/ Simplesmente: conversar/ Um giro- com ou- em torno/ como sua meia-volta volver/ Para de repente me ver...", faz-nos refletir sobre a comunicação, que surge de acordo com a intencionalidade humana, na junção de cada letra e de cada palavra. A brincadeira proposta pela obra é uma metaforiza o processo de comunicação.
LES PISSENLITS, de Edmond Couchot e Michel Bret, que "digitaliza" a experiência de soprar uma flor dente-de-leão, através de um microfone. A intensidade do sopro determina a quantidade de pétalas e a velocidade com que elas saem. A obra nos faz refletir sobre a capacidade do homem de tornar virtuais experiências reais. Até qual ponto o universo digital pode substituir o que é real? A obra abre essa discussão que, a meu ver, se aplica também nas relações humanas. A comunicação via internet aproxima ou distancia as pessoas?